terça-feira, 9 de setembro de 2008

Poema da ingenuidade


Esse é um poema ingênuo,
esse é um poema suave;
Não há letra que o salve;
Não há sofista que o engendre,
Feito, para ser o que se diz:
Seja 'naïf''!
Palavras não geram Jerusalém.
-Os que lêem suave,
voariam para a ingenuidade,
que só as aves têm?
-Não, ao andar por esta ansiosa cidade;
na qual a tarde se vai sem adeus.

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