Sempre aquém na vida,
minhas mãos revelam
o véu do progresso.
A textura do meu rosto
está na testa:
rugas etílicas.
-A quem?!
vivi à margem,
minha música sem acorde
dorme em meio aos papelões
que representamos.
quem passar por mim,
verá Pasárgada sem Bandeira:
verá cidade triste!
Ah, tuas moedas de irreal afeto!
Então, eu, sempre aquém, pergunto:
-O que sou?
-Eu me digo.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
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