sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ao amigo: Codax

Em português, tudo se compara ao mar;
Qualquer porta poética leva-nos p´ra longe do rés,
Pois o mar é como uma metáfora fluida
aonde vai a onda do pensamento,
Os corpos, como naus do espírito-livre,
navegam, para que se vejam as velas,
que, sendo de outra escuna fria,
não podem queimar a cera incerta,
à deriva do devir, nas marés dos destinos,
a lua ressaca a vida para as profundezas do mar.
Como é ofuscante a sua alegoria do infinito
sempre transbordante de sentidos!
Em português tudo se compara ao mar,
" Ai ondas que eu vin veer (...)
Ai ondas que eu vin mirar..."