domingo, 11 de abril de 2010

Vapor hercúleo





Vá por mim, minha alma;
olhos que perderam pupilas;
e o semblante sem blasonar,
dores no peito, sintomas da avulsão.
uma vida sem sentido não merece ser sentida,
qual santidade iconoclasta de si mesma!
vem-me o súbito de ser amado,
através da amnésia de que não há sentido.
Se Hércules tivera a força de muitos homens,
Eu tenho a fraqueza de todos;
o rio do esquecimento é a fonte da juventude;
meu corpo, banhado de alma,
lentamente, se faz ocluso
na realidade que se evapora,
A maçã de Eva, mordida de pecado;
E meu pensamento desafia a lei da gravidade,
com a sina das sinápses de meu cérebro confuso.